As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 6 bilhões em março de 2026, resultado mais que o dobro do observado no mesmo mês de 2025, quando o saldo negativo foi de US$ 2,9 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Banco Central.
De acordo com a autoridade monetária, o aumento do déficit está relacionado principalmente à redução de US$ 1,6 bilhão no superávit da balança comercial, além da ampliação dos déficits nas contas de renda primária, com alta de US$ 1,1 bilhão, e de serviços, que cresceu US$ 0,6 bilhão.
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O saldo da balança comercial, que mede a diferença entre exportações e importações, também recuou. Em março, o superávit foi de US$ 5,6 bilhões, abaixo dos US$ 7,2 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Já a balança de serviços permaneceu no campo negativo, com déficit de US$ 4,8 bilhões no mês, representando um aumento de 14,5% em relação a março de 2025.
Apesar do resultado nas contas externas, o fluxo de capital estrangeiro segue positivo. Os Investimentos Diretos no País somaram US$ 6 bilhões em março, próximo dos US$ 6,3 bilhões observados no mesmo mês do ano passado.
No acumulado de 12 meses, o volume de investimentos estrangeiros diretos alcançou US$ 75,7 bilhões, equivalente a 3,18% do Produto Interno Bruto.
Redação com informações do jornal O Globo







