
As autoridades de saúde dos Estados Unidos autorizaram o uso de uma terapia genética inovadora voltada ao tratamento de um tipo raro de perda auditiva hereditária. A liberação representa um avanço relevante no campo da biotecnologia aplicada à audição.
O tratamento, desenvolvido pela empresa Regeneron e denominado Otarmeni, é indicado para pacientes com perda auditiva severa a profunda associada a mutações no gene OTOF. Essa alteração genética compromete a produção de uma proteína essencial para a transmissão de estímulos sonoros do ouvido interno ao cérebro.
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A nova terapia é direcionada a um grupo restrito de pacientes. Estimativas apontam que cerca de 50 recém-nascidos por ano nos Estados Unidos apresentam esse tipo específico de condição. No país, entre duas e três a cada mil crianças nascem com algum grau de deficiência auditiva, sendo que mais da metade dos casos precoces tem origem genética.
O procedimento consiste na aplicação única do medicamento diretamente no ouvido, realizada por meio de intervenção cirúrgica. Resultados de estudos clínicos indicam que aproximadamente 80% dos participantes apresentaram melhora significativa na capacidade auditiva poucos meses após o tratamento. Os testes envolveram 20 pacientes com idades entre 10 meses e 16 anos.
Apesar do custo elevado, que pode atingir milhões de dólares por paciente, a fabricante informou que pretende disponibilizar a terapia sem cobrança para pessoas elegíveis nos Estados Unidos.
Relatos de famílias indicam mudanças expressivas após a aplicação do tratamento. Em um dos casos acompanhados, uma criança passou a responder a estímulos sonoros e demonstrar interesse por música após o procedimento.
Redação com informações do portal G1






