Crédito imobiliário dispara no início de 2026 e Caixa lidera expansão do financiamento habitacional

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(Foto: Reprodução)
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O crédito imobiliário iniciou 2026 em ritmo acelerado, com destaque para a atuação da Caixa Econômica Federal. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança indicam que os financiamentos alcançaram R$ 18,5 bilhões em março, representando crescimento de 56,9% em relação a fevereiro e avanço de 53,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O volume registrado configura o quarto melhor desempenho mensal da série histórica, com impacto direto no setor habitacional ao viabilizar 54,6 mil unidades financiadas no período.

No acumulado do primeiro trimestre, o crédito imobiliário somou R$ 42,4 bilhões, alta de 11,9% frente ao mesmo intervalo de 2025. Já na análise dos últimos 12 meses até março, o total financiado atingiu R$ 160,8 bilhões, ainda abaixo do registrado no ciclo anterior, com recuo de 13,5%.

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O levantamento considera operações lastreadas em recursos da poupança, geralmente direcionadas à aquisição e construção de imóveis de médio e alto padrão, com valores acima de R$ 600 mil. Linhas financiadas com recursos do FGTS, mais comuns no programa habitacional voltado à baixa renda, não entram na análise.

A entidade também passou a monitorar operações com recursos livres. Em março, essas concessões somaram R$ 2,01 bilhões, com alta de 47,7% em relação ao mês anterior e crescimento de 19,7% na comparação anual. No trimestre, o volume chegou a R$ 5,64 bilhões, avanço de 5,9%.

No ranking das instituições financeiras, a Caixa Econômica Federal liderou com ampla vantagem ao liberar R$ 21,4 bilhões em financiamentos no primeiro trimestre, crescimento de 68,5% em relação ao ano passado. O Itaú Unibanco aparece na sequência com R$ 10,2 bilhões, registrando queda de 5,5%.

O Bradesco contabilizou R$ 6,7 bilhões, com retração de 20,2%, enquanto o Santander somou R$ 3 bilhões, avanço de 15,4%. O BRB registrou R$ 647 milhões, com queda de 51%. Já o Banco do Brasil apresentou o maior recuo do setor, com apenas R$ 175 milhões desembolsados, redução de 89%.

Redação com informações do portal Seu Dinheiro.

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