Robôs humanoides são testados em meia maratona e refletem avanço tecnológico da China

Competição avalia autonomia, resistência e reforça estratégia do país no setor de robótica

19
Foto: UBTECH/Reprodução
banner de publicidade
banner de publicidade

Mais de 300 robôs humanoides participam da segunda edição da meia maratona de robótica da China, realizada em Pequim. O evento vai além de uma demonstração tecnológica e funciona como um teste prático de desempenho, resistência e autonomia — aspectos considerados estratégicos para o desenvolvimento do setor.

A prova, com percurso de 21 quilômetros, reúne mais de 70 equipes, número quase cinco vezes maior que o registrado na edição anterior. O trajeto inclui trechos com inclinações e áreas variadas, projetados para avaliar a capacidade das máquinas em diferentes condições.

Um dos principais avanços desta edição está no nível de autonomia dos robôs. Cerca de 40% dos participantes operam sem controle remoto, utilizando sensores e sistemas de navegação próprios para se locomover e desviar de obstáculos em tempo real.

banner de publicidade
banner de publicidade

Entre os destaques está o modelo Tiangong Ultra, desenvolvido pelo Centro de Inovação de Robótica Humanoide de Pequim em parceria com a UBTech Robotics. O robô venceu a prova no ano anterior com tempo de 2 horas e 40 minutos e, agora, participa sem assistência externa, utilizando simulações de dados para reproduzir movimentos humanos.

O evento também evidencia o domínio da China no setor. Segundo a Counterpoint Research, o país concentrou mais de 80% das cerca de 16 mil unidades de robôs humanoides instaladas globalmente em 2025. Em comparação, a Tesla respondeu por aproximadamente 5% desse mercado.

Empresas chinesas como Unitree Robotics e AgiBot vêm ampliando rapidamente sua produção, com planos de expansão para dezenas de milhares de unidades por ano.

Apesar do avanço, especialistas apontam desafios. A evolução da mobilidade e da coordenação ainda não se traduz, necessariamente, em eficiência para tarefas industriais complexas, o que mantém o setor em fase de desenvolvimento.

Nesse cenário, a coleta e o uso de dados em larga escala têm se tornado prioridade para as empresas, que buscam aprimorar a capacidade de percepção e tomada de decisão dos robôs.

A competição, portanto, funciona como vitrine tecnológica e também como indicador do estágio atual da robótica humanoide — um setor que a China pretende consolidar como peça-chave de sua estratégia econômica e industrial.

Redação com informações do portal Olhar Digital

Receba todas as notícias do Paraíba Business no WhatsApp

Redação
O Paraíba Business é um portal de notícias profissional focado em economia e negócios, independente e não partidário. Seu propósito é produzir conteúdos relevantes e se aproximar ao máximo da verdade dos fatos para informar e contribuir com nossos leitores de maneira transparente.