A economia brasileira deve apresentar um crescimento mais forte no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pela recuperação da indústria, estímulos ao consumo e pelo desempenho ainda positivo da agropecuária. A expectativa do mercado financeiro é de que o Produto Interno Bruto (PIB) avance 1,1% entre janeiro e março deste ano na comparação com o último trimestre de 2025.
O levantamento, realizado com 71 instituições financeiras e consultorias, aponta aceleração em relação ao crescimento de apenas 0,1% registrado no quarto trimestre do ano passado. As projeções variam entre alta de 0,5% e 1,7%.
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Na comparação com o mesmo período de 2025, o PIB brasileiro deve crescer 1,8%, mantendo o mesmo ritmo observado no fim do ano passado, embora abaixo da expansão de 3,1% registrada no primeiro trimestre de 2025.
Economia da Paraíba acompanha movimento nacional
O cenário de retomada da atividade econômica também repercute na Paraíba, especialmente em setores ligados à construção civil, comércio, turismo e serviços. Nos últimos meses, o estado vem registrando crescimento no mercado imobiliário, expansão do setor turístico e fortalecimento do consumo em cidades como João Pessoa e Campina Grande.
A expectativa de avanço do PIB nacional ocorre em meio ao aumento dos investimentos privados, ampliação do crédito imobiliário e crescimento do fluxo turístico no Nordeste, fatores que vêm impactando diretamente a economia paraibana.
Além disso, programas federais de estímulo ao consumo, como ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e liberações extraordinárias do FGTS, também ajudam a movimentar setores importantes da economia local.
Indústria volta a ganhar força
Entre os segmentos econômicos, a indústria aparece como um dos principais motores da retomada no primeiro trimestre de 2026. As projeções indicam crescimento de 0,8% do setor na comparação com o fim de 2025, revertendo a queda observada no trimestre anterior.
O desempenho é considerado relevante em um ambiente ainda marcado por juros elevados. Economistas destacam principalmente a recuperação da indústria automobilística e das atividades ligadas ao petróleo e energia.
Na Paraíba, o fortalecimento da indústria nacional tende a impactar cadeias produtivas ligadas à construção civil, comércio atacadista, logística e serviços empresariais.
Agropecuária e consumo seguem sustentando atividade
A agropecuária também continua contribuindo para o avanço do PIB brasileiro. A estimativa do mercado é de crescimento de 2,7% no primeiro trimestre, ainda que em ritmo inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Já o consumo das famílias deve voltar a crescer após um período de estabilidade no fim de 2025. A expectativa é de alta de 0,9% nos três primeiros meses deste ano, sustentada pelo mercado de trabalho aquecido e pela manutenção da massa salarial.
No Nordeste, o aumento do consumo vem fortalecendo atividades ligadas ao varejo, alimentação, turismo e mercado imobiliário, setores que possuem forte presença na economia da Paraíba.
Serviços desaceleram, mas seguem em expansão
O setor de serviços deve apresentar crescimento de 0,6% no primeiro trimestre de 2026, abaixo do avanço observado no fim do ano passado. Ainda assim, áreas como tecnologia, comunicação, varejo e serviços públicos continuam apresentando desempenho positivo.
Já segmentos ligados ao transporte de cargas e logística enfrentam maior pressão devido à alta internacional do petróleo e ao aumento dos combustíveis provocado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Mercado projeta desaceleração ao longo do ano
Apesar da recuperação no início de 2026, economistas avaliam que o ritmo de crescimento da economia brasileira deve perder força nos próximos trimestres. Para o segundo trimestre, a expectativa mediana aponta expansão de apenas 0,4%.
No acumulado de 2026, a projeção é de crescimento de 1,9% do PIB brasileiro, abaixo dos 2,3% registrados em 2025.
Mesmo com um cenário mais moderado, especialistas avaliam que o Nordeste continua entre as regiões mais dinâmicas do país, impulsionado pelo turismo, mercado imobiliário, infraestrutura e expansão urbana.
Fonte: Valor econômico







