A Lotus Cars confirmou oficialmente sua entrada no mercado brasileiro e terá operação própria de importação, distribuição, vendas e pós-venda no país. A fabricante britânica será representada exclusivamente pela LTS Brasil e prepara sua estreia nacional ainda neste semestre, em São Paulo, com inauguração da primeira concessionária prevista até o fim de 2026.
A estratégia da marca inclui expansão futura para Belo Horizonte e outras capitais brasileiras a partir de 2027. A operação nacional será responsável por toda a estrutura da Lotus no país, incluindo rede de concessionárias, peças, acessórios, garantia e serviços especializados.
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Segundo a empresa, a chegada da Lotus ao Brasil terá foco em luxo automotivo, exclusividade, tradição esportiva e experiências imersivas para clientes do segmento premium.
“A Lotus buscava um distribuidor oficial para o Brasil, e o modelo de distribuição da marca é extremamente alinhado ao DNA da fabricante. Minha trajetória no automobilismo e a experiência no mercado automotivo premium foram importantes para consolidar esse projeto”, afirmou Clemente Faria Junior, empresário, ex-piloto e CEO da LTS Brasil.
Lotus estreia no Brasil com três modelos globais
A operação brasileira começará com três modelos internacionais da marca britânica: o Emira, último esportivo da Lotus equipado com motor a combustão, além dos elétricos Eletre e Emeya.
O Lotus Emira é um cupê de motor central-traseiro construído sobre estrutura de alumínio. O modelo pode receber motorização V6 supercharged fornecida pela Toyota ou motor 2.0 turbo AMG, dependendo da configuração escolhida.
Já o Lotus Eletre representa a entrada da montadora no segmento de SUVs elétricos de alto desempenho. O modelo utiliza arquitetura de 800 volts, versões com mais de 900 cavalos de potência e aceleração comparável à de superesportivos.
O Emeya chega ao mercado como um sedã elétrico focado em desempenho, tecnologia e aerodinâmica avançada. A fabricante classifica o veículo como um “híper-GT”, posicionando-o entre os modelos de luxo de alta performance.
A Lotus também confirmou a futura chegada do Eletre X, versão híbrida plug-in prevista para desembarcar no Brasil em 2027. Os preços dos veículos ainda não foram divulgados oficialmente.
“O compromisso da Lotus no Brasil é claro: todos os veículos disponíveis globalmente também estarão disponíveis para o consumidor brasileiro”, destacou Clemente Faria Junior.
Lotus aposta na ligação histórica com a Fórmula 1 e o Brasil
A chegada da Lotus ao Brasil também pretende explorar a forte relação histórica da marca com o automobilismo brasileiro. Fundada em 1952 pelo engenheiro Colin Chapman, a fabricante britânica acumulou 79 vitórias e sete títulos de construtores na Fórmula 1.
A Lotus teve ligação direta com pilotos brasileiros históricos, como Ayrton Senna, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi. Fittipaldi, inclusive, conquistou o título mundial de Fórmula 1 em 1972 pela equipe Lotus.

A fabricante chegou a homenagear Emerson Fittipaldi com uma edição especial do hipercarro elétrico Evija, produzida de forma limitada em 2022.
“O brasileiro possui uma conexão emocional muito forte com a Lotus por conta da Fórmula 1. Os novos modelos conseguem unir esportividade, luxo, conforto e tecnologia em um nível muito diferenciado”, afirmou o executivo.
Marca britânica acelera expansão global com foco em eletrificação
Historicamente conhecida pela filosofia “Simplify, then add lightness”, que prioriza leveza, eficiência e aerodinâmica, a Lotus ficou marcada por soluções inovadoras no automobilismo, como o chassi monocoque e o uso do efeito solo nas pistas.
Agora, a fabricante vive uma nova fase de expansão internacional, impulsionada pelo grupo chinês Geely, controlador da marca. A proposta é manter a identidade esportiva britânica ao mesmo tempo em que amplia investimentos em eletrificação e tecnologia automotiva.
Segundo a Lotus, a operação brasileira seguirá esse posicionamento global, oferecendo veículos a combustão, híbridos plug-in e elétricos, além de opções avançadas de personalização para clientes do segmento de luxo.
“Queremos construir uma operação sólida no Brasil, focada em longo prazo, experiência premium e produtos alinhados ao mercado brasileiro de alta performance”, reforçou Clemente Faria Junior.
Redação com informações do jornal O Globo







