A região Nordeste concentra 15% dos pedidos de patentes em biotecnologia no Brasil, segundo levantamento divulgado pela Sudene na plataforma Data Nordeste. O estudo reforça o avanço da bioeconomia no Nordeste e evidencia o papel estratégico da Paraíba nesse cenário, com a Universidade Federal da Paraíba entre as instituições mais atuantes na área.
O levantamento mostra que a UFPB ocupa a segunda posição no ranking regional, com 156 registros de patentes, ficando atrás apenas da Universidade Federal de Pernambuco, que soma 167 pedidos. Também aparecem na lista a Universidade Federal do Maranhão, com 120, e a Universidade Federal do Ceará, com 111.
- Paraíba abre seleção de startups para o Web Summit Rio 2026 com apoio financeiro e vitrine global
- Presidente do Sindalcool participa da Hannover Messe 2026 e destaca protagonismo do Brasil na indústria global
- Google planeja investir até US$ 40 bilhões na Anthropic para ampliar infraestrutura de IA
A bioeconomia no Nordeste vem sendo impulsionada pelo uso de recursos naturais aliados à inovação tecnológica. O modelo econômico utiliza insumos renováveis como plantas, microrganismos e resíduos biológicos para desenvolver produtos, energia e soluções sustentáveis, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
Além da produção científica, o potencial econômico da região também se destaca. No Maranhão, o babaçu movimenta cadeias produtivas voltadas para bioplásticos, cosméticos e bioenergia. Já no Rio Grande do Norte, resíduos da carcinicultura são aproveitados na produção de quitosana, material utilizado em aplicações médicas, agrícolas e alimentícias.
De acordo com a Sudene, a bioeconomia tem se consolidado como eixo estratégico de desenvolvimento regional. A iniciativa Rede Impacta Bioeconomia integra esse movimento ao promover articulação entre instituições de ensino, pesquisa e setor produtivo, com foco na valorização das cadeias locais.
A política também está alinhada ao Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste, que prioriza inovação e sustentabilidade. Em 2024, projetos voltados à bioeconomia receberam investimentos direcionados para pesquisa e mapeamento de cadeias produtivas, incluindo iniciativas com frutas típicas e produção de mel.
A plataforma Data Nordeste reúne dados e análises sobre a região, com painéis interativos que apoiam a tomada de decisão e ampliam a transparência sobre indicadores econômicos e tecnológicos.
Redação com informações da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste







