Turismo Musical: fãs viajam para ver artistas e movimentam economias

O novo costume dos fãs de bandas ao redor do mundo tem impactado economias e influenciado na forma como as pessoas viajam

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Quando Paul, John, George e Ringo chegaram aos EUA em 1964, a “Beatlemania” tomou conta da América. Agora, com Taylor Swift subindo ao palco para a etapa europeia de sua turnê recordista, “The Eras Tour”, o continente está vivendo um frenesi semelhante ao gerado pelos Beatles, 50 anos atrás.

Entre março e dezembro do ano passado, a turnê “Eras” percorreu as Américas e se tornou a primeira turnê da história a arrecadar mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões). Se a etapa europeia alcançar um resultado semelhante, economias de cidades como Dublin e Varsóvia experimentarão mudanças significativas.

Zurique, na Suíça, onde a artista se apresentará nos dias 9 e 10 de julho, é outro destino que deve sentir o “Efeito Taylor Swift”. A energia em torno do The Dolder Grand, um hotel cinco estrelas localizado a apenas oito quilômetros do estádio Letzigrund, onde os shows acontecerão, já é eletrizante.

Outra artista que movimenta a economia é Beyoncé. Segundo dados divulgados pelo jornal The New York Times, na reta final de sua sexta turnê, a cantora gerou um impacto econômico de US$ 4,5 bilhões nos Estados Unidos. Esse valor é comparável ao rendimento obtido pelos Jogos Olímpicos de Verão de 2008, realizados em Pequim, na China.

Naturalmente, fãs viajando para ver seus artistas favoritos não é um fenômeno novo. Em 1969, os devotos de Janis Joplin e Jimi Hendrix viajaram até uma fazenda em Bethel, Nova York, para vê-los. Todos os anos, pessoas de toda a Europa visitam Somerset, na Inglaterra, para o Festival de Glastonbury. No entanto, o impacto que Taylor Swift, Beyoncé e alguns outros grandes nomes estão tendo nos planos de viagem atualmente é sem precedentes. As diárias no Dolder Grand começam em US$ 2 mil (R$ 10,4 mil) no dia 8 de julho, um dia antes de Swift subir ao palco. Após sua partida para Milão, os preços caem para US$ 840 (R$ 4,5 mil).

Jackson estava no controle total no OMF de 2023

“Se quisermos proporcionar a esses fãs uma experiência incrível, não podemos ser os únicos a pagar por isso”, diz Jason Carter, fundador do novo festival TwoGether Land, em Dallas, e do bem-sucedido One Music Fest, em Atlanta. Janet Jackson e Kendrick Lamar foram as atrações principais do último show de dois dias, que recebeu cerca de 100 mil amantes da música, em 2023. E embora a programação de 2024 só seja anunciada agora em julho, a expectativa são altas – assim como as discussões sobre os preços dos ingressos. “Tem que ser um esforço coletivo”, diz Carter. “Mas a sensibilidade ao preço é algo que levamos em consideração e muito a sério.”

Ainda assim, ele insiste: “Janet e Kendrick não são baratos! Esses artistas estão ganhando milhões de dólares, certo? Seus custos de produção são de milhões de dólares. Tudo está relacionado. Tudo está conectado. O preço do ingresso reflete diretamente o talento que você vê no palco e o custo de colocá-los ali.”

Se você está pensando em assistir ao One Music Fest (26 e 27 de outubro), voar para Chicago para o Lollapalooza (1 a 4 de agosto) ou ir ao Festival d’été de Québec, com Post Malone como atração principal, na Cidade de Quebec (4 a 14 de julho), saiba que há um investimento considerável envolvido. Entre ingressos, voos, hotéis, alimentação e mercadorias, a U.S. Travel Association estima que o fã médio gaste cerca de US$ 1,3 mil (R$ 7,1 mil) nas economias locais. Porém, com a crescente tendência de viagens experienciáveis, muitos não hesitarão em usar seus cartões de crédito.

Fonte: Forbes

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Redação
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