A força do trabalho jovem e feminino no setor de atendimento

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Pontos de Atendimento da AeC no novo site de João Pessoa

Mulheres são 70% da mão de obra e jovens com até 24 anos são quase a metade

A presença feminina se impõe nos corredores e nos salões de operação de uma das maiores empresas de contact center do Brasil. De cada 10 posições para os atendentes, 7 estão ocupadas por elas. Inclusive no novo site da empresa AeC em João Pessoa, no bairro de Mangabeira, que será inaugurado em breve e oferece mais 2,6 mil posições de atendimento. Entrando na fase final de construção, o novo prédio já registra o movimento dos trabalhadores nos grandes salões, refeitórios e áreas livres do empreendimento.

A obra foi apresentada nesta quarta-feira, 19, à imprensa pela vice-presidente de Operações da empresa, Luciana Marinho. “Eu mesma sou uma ex-operadora da companhia. Acreditei nas possibilidades de crescimento que a empresa oferece e hoje estou aqui, com muito orgulho. Entendo que, o atendimento atrai tanto as mulheres pelas características do trabalho, que exige uma escuta atenta, e pela flexibilidade de horário, já que a jornada diária é de 6h20. Isso possibilita que as mulheres conciliem o trabalho com as outras inúmeras atividades de casa”, observa Luciana.

E esse numeroso contingente não escapa da atenção do setor de Recursos Humanos que direciona programas para elas, especialmente no período de gestação. “Logo que a funcionária tem a gravidez confirmada, ela recebe uma identificação e é acompanhada com palestras de temas variados sobre maternidade. Após o parto, a mãe recebe 15 dias a mais de afastamento do trabalho, além da licença prevista em lei”, relata, Yveth Alves, gerente de RH da região Nordeste.

Luciana Marinho e Yveth Alves, executivas da AeC, falam sobre pessoas com a imprensa paraibana

Qualidade e bem-estar

Outro foco da companhia está no bem-estar dos colaboradores e na formação profissional deles. A empresa mantém parcerias com escolas para a concessão de desconto na mensalidade, promove treinamentos e atualizações constantes, orienta a elaboração de planos de carreira e acompanha os resultados de cada um visando o aproveitamento do pessoal na ascensão interna.

Yveth é mais um exemplo da progressão de carreira adotada na empresa. Com 22 anos de atuação na AeC, ela começou como atendente de vendas e ascendeu até assumir a gerência da região Nordeste, responsável por 70% do atendimento de todos os clientes. “É com muita satisfação que sou a 6ª funcionária mais antiga da AeC e quero que muitos fiquem aqui por muitos anos. Hoje, nosso turnover é de menos de 2%, sendo que a média do setor no Brasil gira em torno dos 8-9%”, revela.

Todos os dias, assim que liga o seu computador, o atendente é saudado por “Robson”, uma ferramenta digital que pergunta como ele está hoje. As opções? “Não esotu bem”, “De boa” e “Top demais”. 85% das respostas registram os dois últimos termômetros de humor. Também é função do Robson, acompanhar e informar ao colaborador o desempenho e, em caso de metas alcançadas ou superadas, o premiar com os “coins”. As moedas podem ser trocadas por ‘presentes’ como celulares de última geração, passe – com traslado – para o camarote da empresa no São João de Campina Grande e até 30 dias de folga.

Mesmo com uma resolutividade de 85% no 1º contato, a vice-presidente admite que a atividade tem seus momentos difíceis. “Na fase de contratação, eles são treinados para as situações tensas e, para cada grupo de 25 atendentes, há um supervisor que orienta o atendimento, dá suporte nos casos mais complexos e, se for o caso, propõem uma pausa para descompressão. É uma liderança jovem, que fala a mesma linguagem. Afinal, 47% dos nossos colaboradores têm entre 18 e 24 anos”, revela.

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