Reativação da Estação Ferroviária Mossoró-Sousa

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Crédito da foto> @viajandotodoobr

A discussão sobre a reativação da Estação Ferroviária Mossoró-Sousa, desativada na década de 1980, ganhou força nos últimos meses. O Governo do Rio Grande do Norte está buscando um investimento de R$ 921 milhões para reativar o trecho de cerca de 350 km de extensão. O principal objetivo é utilizar a ferrovia como rota de escoamento produtivo e transporte de passageiros.

Com essa reativação, os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Ceará, Piauí e Maranhão estariam conectados. De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec), a ferrovia poderá criar uma ponte mais rápida de escoamento da produção, incluindo sal, frutas, produtos do setor de petróleo e gás, e componentes da energia eólica.

Além disso, a ferrovia também oferecerá conexão direta com o agronegócio e a pecuária do país. A rota passaria pelas cidades de Grossos e Mossoró-RN, Sousa-PB, Missão Velha-CE, Salgueiro-PE e Eliseu Martins-PI. A região é conhecida pela produção de grãos e pela força na pecuária.

De acordo com a proposta, ao chegar em Sousa-PB, a via seria movida no sentido sudoeste para alcançar o entorno de Missão Velha, no Ceará, de onde poderá se ligar à Transnordestina. Isso conectaria o Porto de Pecém ao cerrado do Piauí. Com isso, a malha ferroviária poderia alcançar a região conhecida como ‘Matopiba’, formada por territórios de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

E por que trago hoje essa discussão?

Porque leio na mídia que nove anos após ter ficado definitivamente de fora do projeto da Transnordestina, Campina Grande vê, finalmente, a possibilidade de ter transporte circulando pelos trilhos dessa polêmica ferrovia. Os 14,8 quilômetros da infraestrutura de trilhos vinculada à Transnordestina estão disponíveis para beneficiar a mobilidade da população de Campina Grande.

O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado no último dia 3 marca o início do processo de implantação de um veículo leve sobre trilhos (VLT) na cidade. O documento foi assinado pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, em Brasília. Este acordo estabelece um avanço significativo nos estudos para a viabilização do VLT, que promete melhorar o desenvolvimento urbano e a qualidade de vida das pessoas.

A Paraíba, que integrava a malha leste da Ferrovia Transnordestina e incluía o trecho de Campina Grande, foi excluída da ordem de serviço assinada em 2015. Esse abandono levou à invasão da linha férrea por construções irregulares. A classe política de Campina Grande mobilizou-se e conseguiu um grande feito, com o apoio integral da bancada paraibana no Congresso.

Espera-se agora uma discussão mais profunda sobre essa ideia do governo do Rio Grande do Norte. A reativação da Estação Ferroviária Mossoró-Sousa ajudaria muito a Paraíba, promovendo a integração regional e o desenvolvimento econômico.

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Ruy Dantas
Ruy Dantas é jornalista, publicitário e empreendedor. É fundador do Sin Group, um ecossistema de empresas com foco em comunicação, marketing e inteligência de dados.