Quase 60% dos lares com insegurança alimentar são chefiados por mulheres. E, em mais da metade, responsáveis são pardos

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Nível de instrução também influencia no acesso a alimentos

Lares chefiados por mulheres, pessoas pardas e com menor grau de instrução são os mais afetados pela insegurança alimentar no país. As mulheres lideraram 59,4% dos domicílios nessa situação em 2023 frente a 40,6% dos homens.

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É o que mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) 2023 do IBGE. As informações sobre segurança alimentar no país foram divulgados nesta quinta-feira.

Quando se observa a cor dos chefes de família, a desigualdade persiste. Os pardos chefiaram 44,7% dos domicílios dos país em 2023, mas estavam à frente de 54,5% dos lares que sofriam algum grau de insegurança alimentar (leve, moderada ou grave), segundo a pesquisa.

Pretos lideraram 15,2% dos lares onde a fome é uma ameaça. Já os brancos chefiavam 42% das residências no Brasil, mas quando considerados os lares com algum grau de insegurança alimentar, eles estavam à frente de 29%.

Nível de instrução influencia no acesso a alimentos

Quanto menor a escolaridade do responsável pela casa, mais difícil é vencer a fome. Aumentam as chances de a família enfrentar situações de incerteza sobre capacidade de obter alimentos no futuro ou efetiva restrição no acesso a alimentos.

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Cerca de 44% dos domicílios com algum grau de insegurança alimentar em 2023 eram chefiados por responsável sem instrução ou que tinha apenas o ensino fundamental incompleto. Quando o chefe (a) da família tem curso superior completo, o percentual cai para 7,9%.

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A pesquisa foi elaborada com base na metodologia adotada na Pnad de 2004, 2009 e 2013 e na Pesquisa de Orçamentos Familiares dos anos de 2017-2018. O levantamento classifica as unidades domiciliares segundo os graus atribuídos pela Escala de Insegurança Alimentar brasileira.

 

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