Presidente do IBGE afirma que neoliberalismo impulsiona avanço da extrema direita

O economista Marcio Pochmann publicou em seu perfil no X (antigo Twitter) texto criticando políticas neoliberais

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O economista Marcio Pochmann, presidente do IBGE — Foto: Valor/Foto de Arquivo de 2015

O presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Marcio Pochmann, publicou texto em seu perfil no X (antigo Twitter) neste sábado, afirmando que o “domínio crescente do receituário neoliberal” teria resultado em um “avanço da extrema direita” e na ascensão de governantes menos comprometidos com a democracia.

Na publicação, Pochmann fala de um contexto histórico em que, de acordo com ele, a crise do liberalismo teria levado a um avanço do nazifascimo no século XX (com governos autoritários como de Hitler e Mussolini, na Europa) , e em seguida a um domínio do neoliberalismo que teria sido acompanhado pelo “maior questionamento da democracia diante do descrédito dos governos e da crescente concentração da riqueza, privilégios e poder”.

O neoliberalismo, criticado pelo presidente do instituto, é uma teoria econômica que defende uma menor interferência do Estado na economia do país, dando maior poder de atuação ao setor privado, além de defender que menos recursos sejam destinados a gastos públicos.

Na quinta-feira passada, o ministro da fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo pretende manter um ritmo mais intenso na agenda de corte gastos, fazendo uma “revisão ampla, geral e irrestrita” das propostas para reduzir despesas, após pressão do mercado demandando equilíbrio fiscal.

Nesta segunda-feira, o ministro se encontrara com o presidente para discutir a revisão de gastos do governo , embora tenha afirmado que não fará cortes em despesas sociais.

– Não farei ajuste em cima de pobre – disse ele, quando estava em viagem no exterior no fim de semana.

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