Campina Grande e Patos, dois dos principais polos juninos da Paraíba, vivem um momento estratégico para o setor de alimentação fora do lar. Com a chegada das festas de São João, pequenos negócios aproveitam o aumento do fluxo turístico para impulsionar as vendas e fortalecer a economia local.
Só em Campina Grande, no agreste paraibano, há 3.710 empreendimentos ativos no ramo alimentício, dos quais 3.616 são classificados como pequenos negócios. A cidade, que abriga o tradicional “Maior São João do Mundo”, iniciou sua programação em 30 de maio e segue com atividades até 6 de julho, reunindo shows no Parque do Povo e uma série de atrações culturais.
Segundo o presidente do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Campina Grande (SindCampina), Divaildo Júnior, a expectativa é de crescimento nas vendas entre 3% e 4%, já considerando os efeitos da inflação. “Acreditamos num crescimento real nesse patamar, especialmente nos dias entre 18 e 24 de junho, quando os feriados de Corpus Christi e São João devem impulsionar o movimento na cidade”, explicou.
Divaildo destaca que o período entre quinta e terça-feira deverá concentrar o maior número de turistas, favorecendo a permanência dos visitantes e o consumo nos estabelecimentos locais.
No sertão paraibano, Patos também se prepara para a festa, que será realizada entre 19 e 23 de junho. A cidade vê no São João uma oportunidade de aquecer a economia, sobretudo para os pequenos negócios voltados à alimentação. É o caso do restaurante Lampião, um dos 1.235 estabelecimentos locais do setor. Segundo o proprietário, Kildenn Tadeu, a expectativa é de um aumento de até 80% nas vendas durante o mês. “Junho traz um fluxo maior de clientes, o que impacta diretamente o nosso faturamento. A expectativa é de crescimento até dezembro, impulsionado pelo calendário festivo”, afirmou.
De acordo com Regina Amorim, gestora estadual de Turismo e Economia Criativa do Sebrae/PB, eventos culturais como o São João têm papel decisivo na economia local. “Essas festas envolvem uma cadeia produtiva com mais de 50 atividades econômicas, incluindo o setor de alimentação. Os empreendedores, inclusive os ambulantes, sabem aproveitar bem esse cenário e ampliam seus ganhos com o aumento do consumo de alimentos e bebidas”, destacou.
Com isso, as festas juninas seguem não apenas como tradição cultural, mas também como motor importante para a economia paraibana.
Fonte: Paraíba Total
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