Paraíba tem a segunda melhor qualidade de vida do Nordeste

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João Pessoa é a 2ª melhor capital do Nordeste e a 16ª do País.

A Paraíba é o segundo estado do Nordeste no ranking de qualidade de vida divulgado pelo Índice de Progresso Social (IPS), uma metodologia internacional que calcula o bem-estar da população a partir de dados oficiais. O estado também ficou em 12ª posição em nível nacional.

O IPS é dividido em três dimensões principais: Necessidades Humanas Básicas; Fundamentos para o Bem-estar; e Oportunidades. Cada uma delas tem quatro componentes, e formam a média final. O levantamento filtrou mais de 300 indicadores até chegar a 52, entre órgãos oficiais e de institutos de pesquisa, como o DataSUS, Conselho Nacional de Justiça, Anatel e CadÚnico.

Com nota de 60,11, a Paraíba se destacou em indicadores como Moradia (92,29), Nutrição e Cuidados Médicos Básicos (69,33), Qualidade do Meio Ambiente (68,69) e Acesso ao Conhecimento Básico (65,64).

A seleção dos indicadores priorizou os mais recentes, de boa qualidade e produzidos anualmente, já que o IPS será atualizado a cada ano, o que afastou o uso de números do Censo. Os pesquisadores também evitaram dados com padronizações diferentes entre estados e de alta subnotificação, o que é comum em números de segurança e explica a falta de estatísticas de roubos e furtos.

A intenção, explica Beto Veríssimo, coordenador do IPS Brasil, não é ranquear os maiores PIBs ou mensurar ofertas de serviços, mas sim qualificar os resultados, como maiores expectativas de vida, menores taxas de homicídio e de poluição, e população com melhor acesso a educação superior.

Ranking das capitais do Nordeste – Fonte IPS

“O IPS não tem indicador de renda, mas de certa forma consegue medir desigualdade social. Então, cidades mais desiguais são afetadas. Teresina, João Pessoa e Aracaju, por exemplo, são cidades com serviços públicos bem distribuídos, mesmo entre as áreas mais pobres. Já Maceió e Rio são muito desiguais, e pontuaram pior. Quem conhece as praias do Rio e de Maceió não enxerga de perto os problemas sociais”, explica Beto Veríssimo.

O secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Gilmar Martins, destaca que o resultado do cálculo confirma um sentimento comum entre os paraibanos. Mas ressaltou que “ainda temos muito por fazer”.

De acordo com o economista Michael Green, o IPS Brasil mostra onde estão as maiores necessidades do país e os seus avanços que podem ser replicados em outros lugares do mundo. “Além disso, o índice estabelece uma linguagem comum para governos, empresas e sociedade civil que permite uma conversa produtiva sobre seus respectivos papéis no combate à pobreza e na construção de sociedades sustentáveis”, afirma na publicação.

Dados nacionais

No geral, o Brasil recebeu a nota 61,83 no IPS 2024. Entre as dimensões avaliadas, aquela em que o país se saiu melhor na pontuação geral média foi a categoria de necessidades humanas básicas, com nota 73,58. Já o pior resultado foi na categoria oportunidades, com 44,83. Entre as capitais, as melhores notas foram para cidades planejadas, explicam especialistas. Assim, Brasília (DF) ficou em 1º lugar, seguida por Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR).

Fonte: IPS Brasil

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Redação
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