Lula sobre desvincular benefícios do salário-mínimo: ‘Não é correto do ponto de vista político, econômico e humanitário’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que não vai desvicular benefícios do salário mínimo. Segundo ele, a medida não é correta do "ponto de vista política, econômico e humanitário".

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)

Lula concedeu entrevista à rádio Princesa, da Bahia, nesta segunda-feira.

— Eu não faço isso porque não é correto do ponto de vista econômico, político e humanitário tentar jogar a culpa de qualquer ajuste que você quer fazer em cima do mínimo. o mínimo aquilo que está estabelecido por lei para que a gente garanta ao trabalhador aquilo que é necessário para comer. primeiro temos a obrigação de recolocar a inflação. depois nós decidimos que quando a economia cresce é preciso que o resultado desse crescimento seja ditribuído com o povo — afirmou o presidente.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, o presidente também afirmou que o governo trabalha em um ‘pente-fino’ de cadastros de benefícios para reduzir os gastos, de modo a excluir quem está recebendo o benefício, mas não tem o direito.

Conforme O GLOBO mostrou, o governo prevê economizar entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões com a revisão de cadastros de benefícios no ano que vem. Os recursos são necessários para alcançar a meta fiscal de 2025, que prevê resultado zero, e já devem constar do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), a ser enviado ao Congresso até 31 de agosto.

Nas últimas semanas, Lula visitou São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Maranhão e Piauí. Ainda nesta semana, a previsão é que o presidente passe por Pernambuco e Goiás.

Em duas semanas, o petista concedeu sete entrevistas a mídias de diferentes estados. As conversas foram marcadas por críticas ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e a taxa básica de juros em 10,5% ao ano.

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