Mercado imobiliário em SP cresce em 2024, mas menos que em 2023

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Lançamentos e vendas de unidades puxaram o aumento de quase 6%.

O mercado imobiliário na maior metrópole da América Latina registrou, no primeiro trimestre de 2024, houve um aumento de 5,9% no número de unidades residenciais lançadas em comparação com o mesmo período de 2023, totalizando 16.644 novas unidades. Este aumento, embora positivo, é menor que o crescimento de 13,4% observado ao longo de todo o ano de 2023. Isso sugere uma moderação no ritmo de novos lançamentos. Adicionalmente, o valor total dos lançamentos experimentou uma queda de 3,5% durante o trimestre, indicando uma possível reavaliação dos preços ou uma mudança nas características das unidades lançadas.

As vendas de unidades apresentaram um aumento ainda mais expressivo. Entre janeiro e março de 2024, elas cresceram 44,5%, com 25.558 unidades sendo comercializadas, o que supera os 15,1% reportados durante todo o ano de 2023. Além disso, o valor das unidades vendidas aumentou 48,8% neste trimestre em relação ao ano anterior. Este aumento no valor das vendas pode ser atribuído tanto ao aumento dos preços quanto à venda de unidades com características superiores ou em localizações mais valorizadas.

O crescimento observado no início de 2024 pode ter sido influenciado por vários fatores econômicos, incluindo a estabilização das taxas de juros e uma recuperação gradual da economia local após períodos de incerteza. A melhoria nas condições de financiamento e o aumento da confiança dos consumidores também desempenham papéis cruciais no fortalecimento do mercado imobiliário.

Moradias de luxo

Embora tenha apresentado crescimento de 32,9% em 2023, o setor de moradias de luxo em São Paulo demonstrou uma dinâmica distinta no primeiro trimestre de 2024, contrastando com o vigoroso crescimento observado no segmento econômico. As estatísticas indicam uma retração nos lançamentos e vendas dessas unidades de alto padrão durante este período. Especificamente, houve uma queda de 29,9% nos lançamentos, totalizando apenas 707 novas unidades de luxo disponibilizadas no mercado. Paralelamente, as vendas dessas unidades também sofreram um decréscimo de 9%, resultando em 904 unidades vendidas.

A análise desses números sugere uma possível saturação temporária no mercado de luxo ou uma resposta cautelosa dos consumidores às condições econômicas prevalecentes. Adicionalmente, houve uma leve diminuição de 0,7% no preço médio dessas unidades de alto padrão, que se estabeleceu em R$ 3,55 milhões no trimestre. Por outro lado, o preço médio do metro quadrado nesse segmento apresentou um aumento de 2,1%, alcançando R$ 23.162.

O comportamento do mercado imobiliário em SP pode refletir um ajuste nos preços ou uma mudança nas preferências dos consumidores, que podem estar optando por unidades menores ou mais acessíveis dentro do próprio segmento de luxo. A tendência atual exige uma observação cuidadosa dos desenvolvimentos futuros, pois o setor de luxo é frequentemente o mais sensível às flutuações econômicas e às mudanças nas políticas de financiamento imobiliário.

Fonte: Economic News Brasil

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