Haddad defende cota para importação de aço e diz que patamar de consumo hoje é ‘inaceitável’

Para ministro, aço verde será carro-chefe do produto do Brasil no exterior

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Ministro Fernando Haddad (Fazenda) durante reunião do chamado Conselhão, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nessa segunda-feira (20) a decisão do governo federal de estabelecer uma cota para a importação de 11 tipos de aço para impedir o que descreveu como “concorrência desleal”.

— O Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) foi muito bem em eliminar concorrência desleal — afirmou o ministro.

Haddad disse ainda que o consumo de aço atualmente está num “patamar inaceitável” e que prevê crescimento para os próximos meses.

— Tenho certeza que o consumo de aço vai aumentar muito, ele está num patamar inaceitável — declarou Haddad.

O ministro da Fazenda também disse que o Brasil deveria focar a produção verde, para buscar a abertura de novos mercados no exterior. Para o ministro, o aço verde será carro-chefe do produto do Brasil no exterior:

— O aço verde terá apelo no mercado internacional.

O ministro participou de evento no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros e representantes da indústria do aço. Na ocasião, os empresários anunciaram investimentos de R$ 100 bilhões. O anúncio após a decisão do governo de criar a cota de importação.

No mês passado, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior decidiu elevar para 25% o imposto de importação de 11 produtos de aço e estabelecer cotas de volume de importação para esses produtos – assim, a tarifa só sofrerá aumento quando as cotas forem ultrapassadas.

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