Governo consegue acordo e Congresso adia votação de calendário de liberação de emendas

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Temor era que a base governista sofresse derrota se medida fosse a voto hoje

O governo federal fechou um acordo com líderes partidários e o Congresso adiou a votação, que aconteceria nesta quinta-feira, de um veto presidencial sobre o calendário de liberação de emendas. A previsão é que a análise aconteça no dia 28 de maio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu vetar um dispositivo aprovado pelo Poder Legislativo que obrigava o Poder Executivo a seguir um cronograma da liberação das verbas.

Pelo que foi aprovado ano passado pelos parlamentares, e vetado pelo Palácio do Planalto, o governo teria que obedecer um cronograma até o dia 30 de junho. O cronograma é considerado importante para deputados e senadores para garantir o montante a tempo das eleições municipais.

O acordo foi anunciado durante a sessão de hoje pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP).

O entendimento passa pelo comprometimento do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, de pagar 55% do montante de transferência especial, conhecidas como “emendas PIX”, para deputados e senadores, todas as emendas da comissão de Saúde da Câmara e todas as emendas de bancada estadual de saúde na Câmara e no Senado.

O adiamento foi apoiado por parlamentares do Centrão, como os líderes na Câmara do Republicanos, Hugo Motta (PB), do PP, Doutor Luizinho (RJ), e o senador Davi Alcolumbre (União-AP)

– Nós chegamos a um acordo. O governo também estava presente nessa negociação e achamos por bem adiar a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentária) no dia de hoje, são muitos vetos, para que possamos na próxima sessão do Congresso, no dia 28, termos um entendimento para que cheguemos aqui com um acordo mais maduro e possamos sim votar aquilo que será mantido e derrubado – declarou o líder do Republicanos.

Da mesma forma, o líder do PP disse que “a proposta de adiamento faz que a gente possa gerar um bom acordo”.

Alcolumbre indicou que, caso não haja acordo até o próximo dia 28, o que for de discordância irá ser disputado no voto.

– O encaminhamento com uma data concreta para uma nova sessão do Congresso Nacional dá a tranquilidade nesse ínterim de construir o entendimento. Sabendo que o que não for possível estar acordado em uma cédula vai ser decidido no voto.

 

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