Federação das Indústrias da Paraíba endossa posição da CNI contrária a Medida Provisória 1.227

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A Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB) manifestou seu apoio à Confederação Nacional da Indústria (CNI) em relação à Medida Provisória 1.227, publicada pelo governo federal. A FIEPB, em nota de repúdio, destacou que a MP impõe restrições à compensação de créditos das contribuições ao PIS/COFINS, o que, segundo a entidade, desencadeia um desequilíbrio na sistemática de compensação adotada pelo governo. A FIEPB apela à bancada paraibana no Congresso Nacional para que se posicione contrariamente à aprovação da MP 1.227.

Mais repercussão: 

CNI deixa comitiva na China em protesto

O presidente da CNI, Ricardo Alban, deixou a comitiva do ministro Geraldo Alckmin na China e Arábia Saudita em protesto contra a MP 1.227. Segundo a CNI, a medida poderá causar um impacto negativo de R$29,2 bilhões na indústria em 2024 e R$60,8 bilhões em 2025. Alban afirmou que a CNI tomará todas as medidas jurídicas e políticas para contestar os termos da MP, destacando que a medida onera a indústria nacional e prejudica a competitividade.

Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) critica MP

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também se posicionou contra a MP 1.227. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, criticou a medida, afirmando que ela vai na direção contrária ao desenvolvimento do setor agropecuário. A senadora Tereza Cristina chamou a decisão de retrocesso, destacando que a MP pode paralisar a economia e a saúde financeira de milhares de empresas. O deputado Alceu Moreira sugeriu a devolução da MP ao Executivo, enquanto o deputado Zé Vitor classificou a ação do governo como “covardia”.

Impactos para a indústria e distribuidoras de combustíveis

Além das projeções da CNI, analistas do mercado estimaram que as distribuidoras de combustíveis serão fortemente impactadas pela MP. Segundo a XP, empresas como Vibra e Ultrapar podem sofrer perdas significativas, já que os créditos levarão mais tempo para serem monetizados. A CNI também destacou que a MP se soma a outras medidas adotadas em 2023, que já causaram um impacto negativo de R$79,1 bilhões na indústria.

A Medida Provisória 1.227 tem gerado uma onda de críticas e preocupações entre diversas entidades e setores da economia brasileira. A FIEPB e a CNI estão unidas em sua oposição à medida, destacando os impactos negativos que ela pode trazer para a competitividade e a saúde financeira das empresas. 

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Fontes: Exame, R7 e FIEPB

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