Casas Bahia faz acordo extrajudicial para repactuar dívida de R$ 4,1 bilhões

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Empresa comunicou acordo ao mercado na noite deste domingo; prazo de pagamento subiu de 22 para 72 meses

A Casas Bahia anunciou na noite deste domingo um acordo extrajudicial para renegociação de uma dívida de R$ 4,1 bilhões, com seus principais credores financeiros — Bradesco e Banco do Brasil. Em comunicado ao mercado, o presidente da empresa, Renato Franklin, explicou que o acordo melhora o fluxo de caixa da empresa em R$ 4,3 bilhões nos próximos quatro anos, sendo R$ 1,5 bilhão apenas este ano.

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Segundo o comunicado, o prazo de pagamento da dívida foi ampliado de 22 meses para 72 meses. Também houve redução de 1,5 ponto percentual no custo médio da dívida, com economia de R$ 60 milhões ao ano. Os credores poderão converter parte dos creditos em ações, disse o presidente da empresa no comunicado. Os dois bancos detêm 54,5% da dívida da Casas Bahia e concordaram com o repactuamento.

“Ponto importante é que no momento do pedido da Recuperação Extrajudicial (“RE”), já temos a adesão formalizada da maioria dos credores (nossos principais parceiros financeiros) para aprovação. Este modelo garante uma execução de um processo organizado e estruturado”, escreveu o presidente da empresa, que disse que o acordo melhora a perspectiva de crédito e traz flexibilidade na relação com fornecedores.

Ele afirmou que a reestruturação da dívida está restrita aos credores financeiros. Não haverá impacto para clientes, colaboradores, fornecedores e parceiros, que continuarão tendo seus compromissos honrados nos vencimentos, sem qualquer interrupção ou descontinuidade, disse no texto Renato Franklin.

A dívida de R$ 4,1 bilhões que está sendo ‘reperfilada’, segundo o fato relevante, refere-se a emissões de debêntures da companhia ao mercado. O plano inclui uma carência de 24 meses para pagamento de juros e de 30 meses para pagamento do principal.

Com 1.078 lojas físicas, a Casas Bahia reportou no quarto trimestre de 2023 um prejuízo líquido de R$ 1 bilhão. Em 2023, o prejuízo somou R$ 2,6 bilhões, cerca de oito vezes o número do ano anterior.

 

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