BNDES vai pagar 50% a mais de dividendos à União, para ‘participar do esforço fiscal’, diz Mercadante

Segundo ministro, montante repassado ao Tesouro chega a R$ 15 bilhões

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Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, em evento do FII Institute, no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução / FII Institute no YouTube

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai aumentar em 50% o pagamento de dividendos ao Tesouro Nacional para apoiar o esforço fiscal do governo, afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante, durante o FII Priority Summit, realizado pelo fundo soberano da Arábia Saudita, que reúne lideranças e executivos em seu primeiro encontro na América Latina, no Rio de Janeiro.

— O BNDES está aumentando em 50% os dividendos a serem pagos para o Tesouro, R$ 15 bilhões —disse Mercadante. — Queremos participar do esforço fiscal, e o país pode avançar.

Em um evento voltado para a promoção de investimento com foco em crescimento econômico e de impacto social, Mercadante destacou que o BNDES tem o papel de atuar como um catalisador de investimentos privados. E listou razões para que investidores direcionem recursos a projetos no país:

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— Somos o terceiro maior produtor de alimentos do mundo. Depois, com as tensões geopolíticas, somos um país há 150 anos sem guerras, de paz. E, nesse mundo em que as mudanças climáticas estão trazendo desastres cada vez mais intensos e frequentes, temos a matriz energética mais limpa do G20 — diz ele.

Falando para uma plateia que reúne investidores de diferentes perfis, o presidente do BNDES declarou:

— Escolham o Brasil. Qual o maior risco que vocês correm? É o risco de quererem ficar aqui.

Para embasar sua afirmação, citou a melhora no cenário econômico com desemprego no menor patamar em dez anos, o aumento da massa de renda dos trabalhadores e o avanço da renda média no país.

As alianças mantidas pelo BNDES com outros organismos também foi destacada por Mercadante como instrumento para financiar a construção de rotas de integração regional. Ele alertou, contudo, para o desafio de enfrentar políticas protecionistas a indústria em diversas partes do mundo, sobretudo em Estados Unidos, China e União Europeia.

— Estamos vendo subsídios sem precedentes. Precisamos de mais parcerias nesse deslocamento das cadeias produtivas e da ativação dessas cadeias no Sul Global — concluiu Mercadante.

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