Anglo American rejeita oferta da australiana BHP e diz que proposta é ‘oportunista’ e ‘pouco atraente’

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Mineradora australiana ofereceu US$ 39 bilhões pela rival, e analistas avaliam que valor pode ser elevado. Fusão criaria o maior produtor de cobre no mundo

A mineradora britânica Anglo American rejeitou nesta sexta-feira uma oferta de compra da concorrente australiana BHP, por US$ 38,9 bilhões (o equivalente a R$ 200,4 bilhões, na cotação atual), por considerá-la “oportunista” e “pouco atraente”.

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Analistas já avaliavam que a proposta da BHP era baixa e que seria um ponto de partida para as negociações. Eles acreditam que a mineradora australiana deve elevar o valor da oferta.

“O conselho de administração examinou a proposta e concluiu que ela subestima de forma significativa a Anglo American e suas perspectivas futuras”, afirmou em comunicado o grupo britânico, que opera importantes jazidas de cobre no Chile e no Peru.

A empresa acrescentou:

“A proposta contempla uma estrutura que o conselho considera muito pouco atraente para os acionistas da Anglo American, devido principalmente à incerteza e complexidade ao redor e aos consideráveis riscos de execução”.

O plano da BHP envolveria a cessão das atividades de produção de platina e minério de ferro da Anglo American na África do Sul.

Caso concretizada, a fusão criaria o maior produtor de cobre no mundo, um metal crucial para a transição energética porque permite muitos usos industriais, incluindo a composição de baterias para veículos elétricos.

O cobre representa 30% da produção da Anglo American, segundo a empresa, e o conselho de administração considera que os acionistas “deveriam ser beneficiados por uma apreciação significativa do valor (da empresa) que prevemos no futuro”, disse Stuart Chambers, presidente do conselho do grupo, citado no comunicado, que ressalta:

“A proposta da BHP é oportunista e não avalia corretamente as perspectivas da Anglo American”.

A oferta da BHP provocou uma alta expressiva, de 16%, na cotação das ações do grupo britânico na Bolsa de Londres.

 

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