Aluguel de imóveis de 1 dormitório dispara, superando mais que o dobro da inflação do país

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Cidade de São Paulo/ Foto: istockphoto

O Índice FipeZap de Locação residencial divulgou nesta terça-feira, 18 um aumento de 1,25% nos contratos de aluguel em maio. De acordo com o levantamento, esse aumento é superior à inflação oficial do país medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor-Amplo), que foi de 0,46% no mesmo mês, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além disso, o índice é superior ao IGP-M, medido pela FGV e frequentemente utilizado nos contratos, que registrou 0,89% no último mês.

O estudo avalia mensalmente o preço médio do aluguel em 25 cidades brasileiras. Os valores ficam ainda maiores quando o imóvel possui um dormitório, sendo R$ 59,30/m². Já se possui três dormitórios, o valor cai para R$ 39,36/m. Analisadas individualmente, 24 delas apresentaram valorização mensal do aluguel, incluindo todas as 11 capitais monitoradas, sendo em Salvador a maior alta, de 2,96%, seguida por Belo Horizonte (1,96%) e Curitiba (1,88%).

As cidades com maiores valorizações no aluguel:

  1. Salvador (BA) – 2,96%
  2. Belo Horizonte (MG) – 1,96%
  3. Curitiba (PR) – 1,88%
  4. Porto Alegre (RS) – 1,71%
  5. São Paulo (SP) – 1,28%
  6. Recife (PE) – 0,86%
  7. Fortaleza (CE) – 0,83
  8. Rio de Janeiro (RJ) – 0,62%
  9. Florianópolis (SC) – 0,55%
  10. Brasília (DF) – 0,51%

Em maio, o aumento foi ligeiramente menor que o registrado no mês anterior, que foi de 1,38%. No acumulado de 2024, os aluguéis residenciais subiram 6,50%, mais que o dobro do aumento registrado pelo IPCA (2,27%) e pelo IGP-M (0,28%).

Imóveis de 1 dormitório puxam alta

Em uma análise mais ampla, nos últimos 12 meses, o Índice FipeZAP de Locação Residencial teve uma valorização de 14,80%. Comparativamente, o comportamento do índice nesse recorte temporal também se manteve acima das variações acumuladas pelo IPCA (+3,93%) e pelo IGP-M (-0,34%).

Imóveis de um dormitório se destacaram com uma valorização acima da média, registrando um aumento de 18,35%. Em comparação, unidades com três dormitórios apresentaram crescimento de 13,20%, enquanto imóveis de dois dormitórios tiveram alta de 13,46%.

Reprodução/ Divulgação: fipezap
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Redação
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