Aluguel de apartamento de um quarto gera maior retorno. Entenda o motivo

10

O Índice FipeZAP realiza uma análise mensal sobre a variação dos preços de aluguel em 50 cidades selecionadas.

Adquirir um imóvel pode ser tanto uma escolha para moradia quanto uma estratégia de investimento. Para aqueles que optam por alugar suas propriedades visando obter um retorno financeiro, é essencial estar atento à rentabilidade dessa operação em comparação com outras alternativas de investimento.

Os apartamentos de um dormitório se destacam por oferecerem o maior retorno em termos de aluguel. Essa conclusão é baseada no Índice FipeZAP, que monitora mensalmente a dinâmica dos preços em 50 cidades selecionadas (veja a metodologia abaixo). 

Com base nos dados de abril de 2024, o retorno médio do aluguel residencial para apartamentos de um dormitório foi de 6,57% ao ano, superando a taxa de juros real, que ficou em 6,41% segundo o índice. 

Esse tipo de imóvel também se sobressai na média geral dos imóveis para locação, cuja rentabilidade foi de 5,86% ao ano. Em contrapartida, as propriedades com quatro ou mais dormitórios apresentaram a menor rentabilidade, com 4,56% ao ano.

Essa tendência reflete uma preferência crescente no mercado imobiliário por unidades mais centrais, mesmo que sejam menores. “A valorização dos imóveis de um dormitório indica uma preferência por localizações com fácil acesso a serviços e áreas comerciais, mesmo que isso signifique espaços mais compactos”, explicou Ana Tedesco, economista do DataZAP.

A cidade de São Paulo é um exemplo notável dessa preferência por unidades compactas e centrais. No entanto, Tedesco aponta que essa tendência pode se expandir para além da capital paulista. 

“Essa tendência é observada em áreas onde o processo contínuo de urbanização resultou em regiões densamente povoadas, limitando o espaço disponível. No Brasil, isso é mais evidente nas capitais, mas cidades do interior densamente povoadas também podem seguir essa tendência”, afirmou.

Cidades com maior rentabilidade de aluguel

Entre as cidades analisadas, Santos (SP) apresentou a maior rentabilidade de aluguéis, seguida por Praia Grande (SP) – ambas localizadas no litoral paulista, com 8,52% e 7,85% de rentabilidade ao ano, respectivamente.

Entre as capitais, Recife (PE) lidera com uma rentabilidade de 7,45%. A capital paulista apresenta uma rentabilidade de 5,93% ao ano, ligeiramente acima da média ponderada das cidades estudadas. Mesmo que João Pessoa não esteja na lista das localidades analisadas, o comportamento geral da rentabilidade segue os parâmetros de outras cidades, como Recife, por exemplo.  

Índice FipeZAP de maio

O preço do aluguel residencial aumentou 1,38% em abril, conforme divulgado pelo Índice FipeZAP nesta terça-feira, 20. Das 25 cidades analisadas pelo índice, 24 registraram alta – a exceção foi Barueri (SP), que teve uma queda de 0,34%. Campinas (SP) foi a cidade com maior aumento, registrando um avanço de 2,91% nos preços de aluguel.

A variação anual do índice superou os resultados acumulados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE (+0,38%) e do Índice Geral de Preços-Mercado da FGV (+0,31%). O preço do aluguel residencial subiu mais de três vezes o IPCA, principal indicador de inflação no Brasil.

Metodologia do Índice FipeZAP

O Índice FipeZAP é um indicador de preços que acompanha os valores de imóveis residenciais e comerciais – sendo o primeiro indicador nacional criado para esse acompanhamento. 

O índice é calculado pela Fipe com base em informações de anúncios de imóveis para venda e locação veiculados nos portais ZAP (VivaReal e Zap Imóveis).

Para os índices do segmento residencial, o cálculo envolve amostras de anúncios de apartamentos prontos em até 50 cidades selecionadas. No caso dos índices do segmento comercial, os anúncios utilizados referem-se a salas e conjuntos comerciais de até 200m², localizados em 10 cidades selecionadas.

*Informações da Revista Exame e FipeZap

Artigo anteriorEnel tem que provar que vai mudar e investir, ou sai do Brasil, diz Alexandre Silveira
Próximo artigoAbertura de R$ 15,7 bi em despesas extra deve afastar novo bloqueio no Orçamento neste momento