‘Alimentação brasileira não pode se tornar motivo de palanque político’, diz ministro da Agricultura sobre CPI do Arroz

Carlos Fávaro critica movimento da oposição de abrir uma ‘CPI do Arroz’

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Ministro Carlos Favaro na CPI do MST — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Em meio ao movimento da oposição pela abertura de uma ‘CPI do Arroz’, após o governo suspender leilão por indícios de irregularidades, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que a “alimentação brasileira não pode ser motivo de palanque político”. Ele enfatizou ainda que “não há o que temer”:

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— Não podemos fazer de algo tão importante que é a alimentação brasileira, que é o arroz e o feijão, um motivo de palanque político. Não houve um real de dinheiro público gasto, não houve sequer a formalização de um contrato. E, como disse, nós não temos compromisso com o erro. Os parlamentares têm total direito de saber e questionar, e estamos aí para todas as informações.

Ele continua:

— Mas ficaria muito triste em ver uma tragédia como a do Rio Grande do Sul transformada num palanque político — disse, ao GLOBO.

De acordo o ministro, o governo retomará o leilão junto à Conab, mas ainda não há uma nova data para a realização:

— Será o mais rápido possível — garantiu a jornalistas.

Questionado sobre um novo nome para ocupar a pasta da secretaria da Política Agrícola após a saída de Neri Geller, Fávaro disse que nomeou nesta quarta-feira o secretário-adjunto Wilson, técnico de carreira, para auxiliar neste processo. Wilson também é o técnico responsável pela finalização da construção do plano Safra, que será entregue nos próximos 15 a 20 dias, revelou o ministro.

— Nós vamos terminar nos próximos 15 ou 20 dias e anunciar o novo plano Safra. E, sem nenhuma correria, ouvindo as orientações, inclusive do Palácio do Planalto, para a escolha do novo secretário.

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