Acionistas da Discovery recebem US$125 milhões em acordo de fusão com a Warner Bros

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Os acionistas da Discovery alegam que o negócio os prejudicou e proporcionou benefícios impróprios para membros da companhia

Acionistas da Discovery que contestaram a fusão de US$ 43 bilhões da empresa de entretenimento com a unidade WarnerMedia da AT&T chegaram a um acordo de US$ 125 milhões sobre suas alegações de que o negócio os prejudicou e proporcionou benefícios impróprios para membros da companhia.

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A combinação criou a Warner Bros Discovery Inc., um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, cujo portfólio inclui o Discovery Channel, Warner Bros. Entertainment, CNN, HBO e Cartoon Network, além dos serviços de streaming Discovery+ e HBO Max.

O acordo prevê que uma empresa de propriedade da família bilionária Newhouse, que era uma das principais acionistas da operadora do Discovery Channel, pague US$ 100 milhões, enquanto o ex-presidente da Discovery Robert Miron e seu filho Steven devem cobrir os US$ 25 milhões restantes, de acordo com os registros do tribunal.

Um grupo de fundos de pensão que detém ações da Discovery entrou com uma ação no Tribunal de Chancelaria de Delaware, alegando que os membros da empresa obtiveram benefícios indevidos no valor de mais de US$ 1 bilhão no negócio.

Os réus – que incluíam os Mirons – faziam parte das parcerias Advance/Newhouse que possuíam ações preferenciais da Discovery antes do fechamento da fusão em 2022, segundo os registros do tribunal.

Os Mirons argumentaram que não se envolveram em irregularidades e concordaram em fazer um acordo para evitar o “ônus substancial, as despesas, a inconveniência e a distração de um litígio contínuo”, de acordo com os documentos.

Os advogados dos fundos afirmaram em documentos judiciais que o acordo é “justo, razoável” e no melhor interesse dos investidores.

Advogados dos Mirons e dos fundos não estavam imediatamente disponíveis para comentar.

Os fundos, que incluíam o Bricklayers Pension Fund of Western Pennsylvania, acusaram os Mirons e outros de negociar um acordo de fusão que não era “totalmente justo” para os acionistas minoritários.

O fundo da Pensilvânia acusou as parcerias Advance/Newhouse de “extorquir” um pagamento adicional de nove dígitos depois que ficou claro que “a fusão era importante demais para a Discovery” para que ela fosse cancelada.

O juiz da chancelaria de Delaware, Travis Laster, ainda precisa aprovar o acordo e os honorários advocatícios dos advogados dos investidores. Esses honorários sairão do fundo do acordo de US$ 125 milhões, de acordo com os registros do tribunal.

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