A mudança de cenário no setor de alimentação em 2024, em um mundo pós-pandemia

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Cerca de 74% dos negócios de serviços de alimentação, como restaurantes, cafés e lanchonetes, tiveram alta em seu faturamento em 2023 e no ano anterior. De acordo com a pesquisa da Associação Nacional de Restaurantes (ANR) e da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), outros 18% registraram estabilidade, e apenas 8% tiveram um rendimento inferior.

Apesar deste ótimo cenário dos anos anteriores à pandemia, o clima no setor alimentício mudou. Segundo aponta a pesquisa, 40% das empresas ainda estão com dívidas em atraso. Um dos motivos são as dificuldades passadas na pandemia, já que os negócios de food service tiveram que continuar pagando aluguéis, salários e estoques, mesmo com as portas fechadas.

Entre 2020 e 2021, foram fechados cerca da 300 mil restaurantes, 100 mil empregos foram perdidos e o prejuízo em arrecadação foi de R$ 60 bilhões.

Já em 2024, nota-se uma montanha-russa nas variações do segmento de restaurantes, bares e cafés. Em janeiro, registrou-se um prejuízo em quase 30% das empresas do setor. Fevereiro e março obtiveram crescimento na receita, e em abril o volume de vendas teve queda de 3,7%.

A verdade é que, hoje, com o aumento da inflação do grupo de alimentos e bebidas — alta de 0,62% em maio — fica ainda mais difícil de zerar as contas.

No entanto, espera-se que o valor de mercado do setor ultrapasse os US$ 24 bilhões até 2029, com redes de fast-food representando uma grande parte do mercado.

Quem vai comandar esse movimento é a cidade de São Paulo, uma das capitais mundiais da gastronomia e dona de quase 1/3 dos bares e restaurantes do país, com 135,1 mil unidades de restaurantes, seguida por lanchonetes, com 95,9 mil, e padarias, que somam 59 mil estabelecimentos.

Fonte: The Bizness

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Redação
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